Meu amigos mais próximos – e os nem tão próximos assim – sabem que estou passando uma nova fase da minha vida. Isso acontece devido ao “planejar” da última, que se mostra supreendente quando não pensamos que existem obstáculos inesperados no caminho.
Imagine quando você sonha que está caindo, caindo… E de repente acorda assustado, com aquela sensação que seu corpo estava realmente despencando de um penhasco. Agora transporte essa sensação pra vida real, como se acordado você não sentisse o chão ao seus pés. É o que acontece quando um sonho seu se torna impossível, quando uma incerteza se torna constante ou quando alguém morre.
Aliás, a morte tem um sentido amplo na existência. Conheci pessoas que morreram e continuaram vivas. Pelo desgosto da vida, tentando fugir de algo que não aconteceu ou quando algo apunhalou de imediato seu ‘eu’ interior.
Relembrei em uma conversa com uma pessoa especial esses dias que tive a honra de conhecer Augusto Cury (não conhece? pesquise, vale a pena) que fez uma citação interessante cuja experiência jamais me esqueci:
“O suicida na realidade tem sede e fome de viver e não o sabe.” *
Ora bolas, mas por qual motivo alguém que pensa em liquidar a dor, o sofrimento, na realidade por dentro é alguém que sente a ausência de uma experiência vívida? Talvez porque seus sonhos lhe pareçam intangíveis.
E o que esperar de mim, de nós, de você?
Sonhos. Acredito que o real sentido para desejarmos descobrir o que é o amanhã é nossa capacidade plena e desenvolta de sonhar. O que te move hoje?
Sorrisos. Qual a beleza do dia senão fazer outra pessoa – e porque não a si mesmo – sorrir por uma piada mal contada, uma tropeçada na calçada, uma palavra mal pronunciada? O que te faz sorrir?
Planos. Quem não sonha, não sorri pra vida e esquece de planejá-la, por mais que ela pregue boas peças no meio da estrada. Uma viagem, uma família em um piquenique no parque, uma vida… Uma vida feliz, é isso que te faz planejar?
Quando eu fujo de mim, me dou um tempo para reavaliar antigos conceitos, adquirir novas experiências e seguir em frente de cabeça erguida. Fugir de si pode não ser de todo mal, desde que ao retornar, continue sonhando, sorrindo e planejando. E se tudo mudar, comece de novo!
*A íntegra desta citação está aqui: www.revistalucta.com.br